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    •••••••• Pensamentos e ações

Por Nathan Barile Neves (para o Jornal 3º. Milênio)

A Cabala procura dar ferramentas adequadas para que o homem possa, durante o seu caminho de evolução espiritual, promover também influências positivas nos planos superiores.

Os nossos pensamentos e as nossas intenções sempre emitem vibrações harmônicas ou não, cujas freqüências interferem em nosso meio e em outros "universos".

Acreditamos que os nossos pensamentos ficam enclausurados em nossa mente e nem temos a consciência de que a alma que irá encarnar, oriunda de uma relação, terá maior ou menor grau de evolução em função dos pensamentos dos parceiros durante o ato sexual.

O mau pensamento, por exemplo, é conhecido pelos seus efeitos e quanto mais duradouro ou compartilhado por muitos, maior será o seu poder de destruição.

Os estudiosos da Cabala sabem que a sua tarefa é a de promover a unificação e a ordenação dos planos espirituais através desse importante e determinante processo mental ao qual tão pouca importância se atribui. Cada atitude dos antigos conhecedores da Cabala tornava-se sempre um ritual adjunto à ação, ou seja, quando tiravam a poeira dos textos sagrados e dirigiam os seus pensamentos vislumbrando as impurezas e a energia caótica sendo banidas do plano etéreo.

A Física nos ensina, nos dias de hoje, que tais preceitos cabalísticos sempre foram corretos. Cada pequena atitude de nossa parte influencia tudo ao nosso redor e nos outros planos, produzindo ou não a unificação dos mundos e restaurando ou não a unidade universal.

A responsabilidade do cabalista sempre está além dos limites de sua vida individual. A meta cabalista é a nossa transformação espiritual para melhor e conseqüentemente a colocação de mais um tijolo na construção do muro que separa os nossos pensamentos reativos da nossa própria essência. Assim, devemos entender que cada um de nós é responsável direto pelos eventos que ocorrem no planeta e no cosmo.

A palavra Cabala significa receber. O nosso destino não impõe o caos ou a plenitude às nossas vidas, nós somos os responsáveis por todos os eventos que venham a ocorrer em nossa jornada. Muitos não entendem e até mesmo reclamam das Leis do Tikun, processo cuja finalidade não é castigar, mas remeter a alma para uma determinada correção.

Quando recebemos qualquer coisa com a intenção de compartilhar, estamos abrindo mão de uma parte daquilo que recebemos. Este talvez seja um dos processos mais rápidos de evolução da alma, que somente vislumbra duas formas de evoluir: através da transformação espiritual com nossas ações materiais (pensamento é ação) ou através do sofrimento. A escolha é nossa. Compartilhar é também buscar, ainda que dificilmente, uma conduta mental e atitudes que criem recipientes para que a Luz se revele. Este é, sem dúvida, o caminho que afasta o caos e a dor das nossas vidas.

Todos dizem da virtude do caminho do meio, ou seja, do caminhar em equilíbrio não nos colocando em radicalismos, porém, termos em nós a atitude da neutralidade nas diversas situações da vida não concorre em nada para a nossa evolução. Quando esta neutralidade (ficar "em cima do muro") se instala dentro de nós, isto nos diz que quando fazemos uma coisa boa, prevalece o nosso lado mau dizendo que não foi nada de tão bom o que fizemos e, quando fazemos uma coisa errada, nosso lado bom minimiza tais atitudes dando desculpas para a nossa atitude errada.

Nossas vidas precisam ser baseadas em atitudes destemidas, sendo calcadas no compartilhamento e na fé. Daí a importância do auto-conhecimento dos nossos
pensamentos para a tentativa de erradicação do nosso ego, causador de todo o caos.

Um abraço e até breve,
Dr. Mauro Tarandach

www.equilibrioesaude.com.br

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